Camas

 

Henrique Vieira Ribero, Voo #01, 2013, jato de tinta sobre tela, 100x200 cm

Henrique Vieira Ribero, Voo #01, 2013, jato de tinta sobre tela, 100×200 cm

Artigo original aqui.

A cama de meu nascimento.

A cama de meus sonhos, de meus pesadelos, de minhas angústias e minhas dores.

A cama de minhas primeiras emoções, de meus mapas de França, de meus prazeres, de meus amores e de minhas lágrimas.

A cama de meu sofrimento,  e a cama de minha morte.

Cama horizontal que deixo toda manhã. Uma vez de pé observo os lençóis amarrotados e ainda mornos, assim que suas dobras, que dizem tudo sobre meu corpo, atormentado ou amante, mas a desordem logo arrumo.

Trata-se de uma obra sobre a horizontalidade, sobre o informe, sobre a dobra; uma obra sobre a lembrança e a dor.

Trata-se de uma obra sobre a impossibilidade de ver, sobre a montagem e a composição.

Trata-se de fotografias de Henrique Vieira Ribero (que vimos), fixadas na parede, verticais, em tamanho real, cinza, táteis, feitas de rupturas e assemblages.

Nesta galeria lisboeta até 2 de janeiro.

[Desculpem-me por ter escrito tão pouco ultimamente, mas estou a tentar concluir a redação de minha tese. Não se preocupem, em 2016 será diferente.]

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